Neste sábado, 1º de dezembro, é lembrado o Dia Internacional da Luta contra a Aids. A data, instituída em 27 de outubro de 1988, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), visa conscientizar a população, alertando sobre os sintomas, perigos e formas da doença. Além disso, a data faz referência também à luta contra o preconceito que os portadores do Vírus da Imunodeficiência Humana, HIV, sofrem na sociedade.

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (27/11) que o número de casos e mortes por Aids no Brasil está diminuindo. O novo boletim epidemiológico do MS mostrou uma redução de 16% nos óbitos relacionados à doença.

De acordo com a pasta, foram identificados 926.742 casos da enfermidade no Brasil, um total de 40 mil novos diagnósticos por ano, de 1980 a 2018. Em 2012, a taxa de detecção de Aids era de 21,7 casos para cada 100 mil habitantes. Esse número caiu para 15,7%, no ano passado. Ainda conforme a estatística do Ministério, em quatro anos a taxa de mortalidade caiu de 16,5% para 5,7%, por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8% óbitos em 2017.

O médico infectologista Leandro Machado explica que o vírus HIV destrói as células de defesa do organismo, responsáveis pela proteção e combate de doenças.

“Com isso, o corpo fica indefeso e exposto a inúmeras doenças, como herpes, pneumonias, infecções e até alguns tipos de câncer”, destaca.

Segundo o especialista, a doença pode ser transmitida pelo contato com fluídos corporais de uma pessoa infectada com o sangue de outra saudável.

“Por meio de relações sexuais sem proteção, transfusões de sangue e ainda o uso compartilhado de seringas e agulhas”, exemplifica.

Ele alerta que a Aids não tem cura, mas pode ser tratada quando descoberta a tempo, melhorando a qualidade de vida do paciente. Machado ressalta que o paciente pode ter uma qualidade de vida semelhante a quem não tem a doença.

“O tratamento melhorou muito com o tempo. Hoje, há esquemas de tratamento, com até um comprimido ao dia. Além da prevenção combinada, que é o uso de metodologias simultâneas, para diminuir essa transmissão, como o uso de preservativos, PeP e PreP”, comenta.

Mas atenção!
O infectologista esclarece que beijos de língua, abraços ou contatos com a pele de portadores de HIV não transmitem a doença.